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A importância da Educação Midiática na formação integral do estudante

Tradicionalmente, alfabetizar é ensinar a decodificar o sistema de escrita, reconhecer letras, formar palavras e compreender frases. Mas, entre os profissionais da educação, esse conceito foi colocado em discussão durante a década de 1980, mostrando que alfabetizar não é só “ensinar a ler e escrever”, que deve ser incluído o processo de saber fazer uso competente da leitura e da escrita nas situações sociais em que a língua esteja presente. Assim, surge a compreensão de que formar leitores e escritores vai muito além do domínio técnico: envolve compreender contextos, intenções, interlocutores e os diferentes suportes em que a linguagem circula.

Em 2025, foi aprovada uma resolução que “Institui as Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e integração curricular de educação digital e midiática.” (BRASIL, 2025). Essa resolução coloca a educação digital e midiática como obrigatoriedade nas escolas de ensino básico, não como um novo componente independente, mas como uma competência transversal, trazendo ações dentro da escola, que possam dar a oportunidade ao aluno de desenvolver habilidades críticas em relação às tecnologias e mídias sociais. Isso significa que a escola passa a assumir, de maneira ainda mais intencional, o papel de orientar crianças e adolescentes não apenas sobre como usar ferramentas digitais, mas principalmente sobre como compreender seus impactos, seus limites e suas possibilidades.

Mas então, o que é educação midiática? Ela é um conjunto de práticas e habilidades que permitem o acesso crítico a informações, produção de conteúdo com responsabilidade e participação de maneira mais consciente no ambiente digital e midiático. Em um cenário em que recebemos um volume imenso de informações todos os dias, seja por redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas de busca etc., acaba sendo essencial desenvolver a capacidade de questionar, comparar fontes, identificar interesses por trás de determinadas narrativas e reconhecer diferentes pontos de vista.

A educação midiática também envolve compreender como funcionam os algoritmos que decidem o que aparece nas telas, como as imagens podem ser manipuladas, como títulos podem ser construídos para provocar reações emocionais e como a desinformação se espalha rapidamente. Além disso, trata-se de formar sujeitos capazes de produzir conteúdo com ética, preservando a própria imagem e a dos outros e entendendo que o ambiente digital também é um espaço de convivência e responsabilidade social.

Ela vem em três grandes pilares: ler criticamente, que significa não aceitar uma informação de forma automática, mas analisá-la, escrever com responsabilidade, envolve pensar nas consequências do que se publica, e participar ativamente, que diz respeito a usar as mídias como espaço de expressão, diálogo e construção coletiva, e não apenas como consumo passivo de conteúdo.

Sabendo que escola e família precisam caminhar juntas, a Escola Mais vem se preparando e dá as boas-vindas à 2ª Semana de Cidadania Digital, um evento anual que promove o uso crítico das mídias digitais. Este ano, a temática da Educação Midiática chega dando aos alunos a autonomia de reconhecer conceitos como verdade e mentira, aprender a checar a origem de uma notícia, compreender quais métodos utilizar quando temos dúvidas sobre uma fonte de pesquisa e refletir sobre como a inteligência artificial pode interferir na nossa percepção da realidade. A Semana ocorre entre os dias 9 e 13 de março e contará com atividades para todas as turmas, desde a Educação Infantil até o Terceirão.

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